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   Manejo de pastagens

      SISTEMAS DE PASTEJO NA EXPLORAÇÃO PECUÁRIA BRASILEIRA
       
  24/3/2005  

Carlos Guilherme Silveira Pedreira
Sila Carneiro da Silva
Gustavo José Braga
João Menezes de Souza Neto
André Fischer Sbrissia
Departamento de Zootecnia, USP-ESALQ, Piracicaba, SP

Introdução

A indústria pecuária nas regiões tropicais tem passado por mudanças importantes em tempos recentes. No Brasil o final do século XX foi marcado pela necessidade de reavaliação de postura e procedimento em diversos setores, em função da estabilidade econômica. Nesse contexto, o setor primário foi forçado a direcionar esforços para a tecnificação e para o aumento
de eficiência do processo produtivo. Uma das atividades do setor que talvez tenham sido atingidas com mais intensidade foi a pecuária, que, no Brasil é essencialmente baseada no uso de pastagens.
Como em todos os setores, a busca por soluções para problemas que antes eram crônicos e assumidos como inerentes e inevitáveis, teve início com a conscientização de que sobrevivência era sinônimo de eficiência. Numa atividade em que escala de produção e margem de lucro têm que ser
entendidas com exatidão, a demanda por tecnologia aumentou
significativamente. Começou-se, em muitos casos, a discutir o "sistema" de produção animal e a entender a sua natureza multi-disciplinar e, aos poucos, aceita-se o fato de que custo baixo não é sinônimo de lucro máximo. Esses sistemas precisam sim ser retro-alimentados com investimento em recursos
produtivos e tecnologia, e, ao mesmo tempo em que as pressões sociais e governamentais requerem a conscientização ecológica e o produto animal de qualidade, as econômicas demandam que sejam viáveis. Em uma palavra, deve haver sustentabilidade.
Nos países desenvolvidos, tais pressões têm, em anos recentes
determinado grandes mudanças de procedimento na indústria pecuária.
Sistemas intensivos de produção em confinamento têm sido associados a problemas de doenças e de poluição de mananciais e em muitas situações, a "volta aos pastos" está sendo conclamada. Isso coloca o setor produtivo diante do dilema de ter que manter os níveis de produtividade, estrutura de custos,
gerenciamento dos sistemas etc, pelo menos em níveis semelhantes àqueles praticados nos sistemas confinados. Ocorre que, na pastagem, o manejo da alimentação que é crítico para o bom manejador de pastos, passa a ser todo - Simpósio Sobre Manejo Estratégico da Pastagem, UFV, Viçosa, 14-16/11/2002 198
um novo universo para o pecuarista habituado a gerenciar ingredientes de rações. Embora o pasto pastejado seja a fonte de alimento mais barata para falta de conhecimento sobre como usá-lo, pode custar caro. Às vezes caro demais.
As literaturas científica e técnica são ricas em publicações sobre
produção e manejo de pastagens, sobretudo no que diz respeito a espécies de clima temperado. Nos últimos anos, muito tem se avançado no campo das espécies tropicais. Sistemas de pastejo (entendidos como a combinação integrada dos componentes animal, planta, solo, clima, manejo, e mercado) têm sido concebidos e testados na tentativa de se chegar a receitas ótimas,
mas logo se percebe que as individualidades de cada sistema, definem obrigatoriamente individualidades filosóficas na sua condução.
Dentre os componentes mais estudados os métodos de pastejo têm recebido grande atenção por parte da pesquisa. A diversidade de espécies de plantas forrageiras tropicais, aliada à diversidade de ambientes em que serão utilizadas, impossibilita a proposição de receitas para cada combinação.
Assim, é fácil reconhecer que, mais importante do que saber "o que acontece", é mais importante saber "por que acontece", e, portanto, a adoção bem sucedida de tecnologia de manejo de pastagens passa obrigatoriamente pelo entendimento das bases biológicas que regem as respostas das plantas forrageiras às estratégias de desfolha (i.e., métodos de pastejo) dentro dos
sistemas de produção.
 
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