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   Manejo de pastagens

      FUNDAMENTOS PARA O MANEJO DO PASTEJO DE PLANTAS FORRAGEIRAS DOS GÊNEROS PANICUM E BRACHIARIA
       
  24/3/2005  

Sila Carneiro da Silva
Pesquisador do CNPq
Departamento de Zootecnia
USP/ESALQ

1 - Introdução
Nos últimos anos o elevado potencial de produção das
pastagens tropicais tem sido ressaltado e justificado pela
disponibilidade de espécies forrageiras extremamente produtivas
e adaptadas ao pastejo como é o caso dos capins dos gêneros
Brachiaria e Panicum. De fato, essas espécies predominam nas
áreas de pastagens cultivadas do país e, sem dúvida,
representam boa parte dos esforços e recursos investidos em
programas de pesquisa, melhoramento e introdução de novas
espécies e cultivares. No entanto, em termos práticos, os
benefícios desse potencial de produção dificilmente têm sido
realizados, uma vez que os indicadores produtivos e zootécnicos
apontam para aumentos de produtividade muito modestos em
relação ao que poderia ser obtido (Nascimento Jr et al., 2004). A
explicação para o fato reside no argumento de que a informação e
o conhecimento disponíveis para o uso e manejo dessas plantas
em pastagens não estão sendo utilizados de maneira adequada
e/ou apresentam limitações que se tornam aparentes quando de
sua implementação em situações específicas e particulares de
produção. Aparentemente, o mesmo fator positivo que permite e
possibilita às plantas desses gêneros a alta produção de forragem
(altas taxas de acúmulo) é o mesmo que faz com que práticas e
recomendações generalistas de manejo do pastejo (e.g. períodos
de descanso, taxas de lotação e ofertas de forragem fixas) sejam
ineficazes e inconsistentes, causando prejuízos de ordem
quantitativa e qualitativa para a produção animal.
Trabalhos recentes de pesquisa acerca do manejo do
pastejo dessas plantas forrageiras, representadas principalmente
- II Simpósio Sobre Manejo Estratégico da Pastagem, UFV, Viçosa, 12-14/11/04 348
pela Brachiaria brizantha cv Marandu e pelo Panicum maximum
cultivares Mombaça e Tanzânia, demonstram que a prática da
desfolhação necessita de um monitoramento adequado baseado
em informações que assegurem um equilíbrio ótimo entre os
processos de crescimento, senescência e consumo de forma a
possibilitar elevada produtividade de forragem de boa qualidade.
O presente texto tem por objetivo apresentar e discutir os
resultados já disponíveis dentro de um enfoque aplicado ao
planejamento e definição de estratégias de manejo do pastejo que
visem altas produções de forragem e desempenho animal de
forma sustentável e consistente, traçando um paralelo em relação
às práticas de manejo atualmente utilizadas e suas implicações.
Para detalhes acerca da biologia e caracterização das plantas de
Brachiaria e Panicum, assim como particularidades sobre
componentes e processos de sistemas de produção animal em
pastagens, os leitores são encorajados a consultar bibliografia
mais específica (e.g. Nunes et al., 1985; Ghisi & Pedreira, 1987 e
Renvoize et al., 1998 para Brachiaria; Savidan et al., 1990; Jank,
1994 e Corsi & Santos, 1995 para Panicum e Da Silva & Pedreira,
1997; Da Silva & Sbrissia, 2000 e Da Silva & Corsi, 2003 para
sistemas de produção).
 
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