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   Anatomia e Histologia

      INFLUÊNCIA DA ANATOMIA E DA MORFOLOGIA NA QUALIDADE DE GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS TROPICAIS*
       
  13/5/2004  

Trabalho apresentado como parte das exigências da disciplina ZOO 749 – Nutrição de bovinos em pastejo
Janaina Azevedo Martuscello

1- INTRODUÇÃO

Do total do território brasileiro, 30% é ocupado pelo setor agropecuário. Nesse contexto, as pastagens naturais ou cultivadas aparecem com excepcional destaque, ocupando cerca de
185 milhões de hectares, ou seja, 73 % da área destinada ao setor (FAO, 2002). Essa fonte de alimentação adquire relevância ainda maior quando é levada em consideração sua
competitividade econômica, comparada aos sistemas que adotam resíduos agro-industriais, cereais e silagens como base da alimentação (HODGSON, 1990). Assim, para que seja possível explorar o potencial de produção e crescimento de um determinada espécie forrageira é necessário conhecer a estrutura básica da planta e a maneira segundo a qual seus órgãos
funcionais e seu metabolismo são afetados pelos estresses comuns a um ambiente de pastagem.
Um entendimento adequado dos efeitos de variação nas condições do pasto sobre o desempenho, tanto da planta, como do animal, e da resposta de ambos ao manejo que será adotado, somente poderá ser atingido quando se conduzir estudos baseados no controle de características do pasto. Assim, fica claro que estudos de anatomia, de fisiologia e de morfologia podem muitas vezes ser úteis para que se possa estabelecer uma estratégia ideal de
manejo do pasto. Para forrageiras temperadas os estudos de morfogênese se encontram em favorável estado de desenvolvimento, ao passo para as gramíneas tropicais esses estudos são ainda restritos, havendo grande necessidade de investigação.
Características químicas da planta forrageira, como elevadas concentrações de lignina na parede celular, comprometem a digestibilidade da matéria seca e a alta concentração de
parede celular limita o consumo pelos bovinos. Apesar de representar a maior parte da matéria seca das forrageiras e constituir-se na maior fonte de energia para ruminantes sob regime de pastejo, freqüentemente menos de 50 % da parede é prontamente digestível e utilizada pelo animal (PACIULLO, 2000). Alguns autores têm analisado a hipótese das limitações físicas à
digestão. Neste caso, a anatomia da planta, especificamente o tipo de arranjo das células nos tecidos, a proporção de tecido e espessura da parede celular desempenham importante papel
sobre a digestão de gramíneas forrageiras, tanto quanto, ou até mais que a composição da parede celular (WILSON E MERTENS, 1995).
O objetivo dessa revisão é mostrar a importância dos estudos de anatomia e morfologia em plantas forrageiras de metabolismo C4, bem como elucidar sua relação com a qualidade das mesmas.
 
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