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      Ensilagem de Gramíneas Tropicais
       
  30/8/2002  

Trabalho apresentado à disciplina
ZOO 650 – Forragicultura
Aluno - Eduardo H. B. K. de Moraes
Matrícula – 35450

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1. INTRODUÇÃO
A pecuária intensiva com base na exploração do elevado potencial de produção das gramíneas forrageiras de clima tropical, requer a conservação de forragem de alta qualidade, a fim de atender o requerimento animal durante todo o ano.
Inúmeras alternativas podem ser utilizadas para se atingir este objetivo, contudo, nem todas se apresentam como econômica e nutricionalmente viáveis, para justificativa de sua adoção pelos pecuaristas.
A ensilagem do excedente da produção das pastagens de gramíneas, oriunda do crescimento do verão pode ser uma alternativa viável para atender a demanda de forragem de alta qualidade para utilização durante o período de seca.
Nesse sentido, as gramíneas forrageiras tropicais, principalmente aquelas dos gêneros Brachiaria, Cynodon, Panicum e Pennisetum vêm sendo usadas em sistemas de manejo intensivo, com resultados animadores. Contudo, a ensilagem destes capins tem resultado em forragens de baixo valor nutritivo, que em muitas
vezes, demanda a utilização de concentrados para corrigir as deficiências nutricionais, podendo desencadear em baixo retorno econômico.
Entretanto, em conseqüência de fatores sazonais climáticos, a distribuição da produção destas gramíneas ao longo do ano, é desuniforme, com produções durante a seca em torno de 10 a 20% da produção total. Dessa forma, na exploração da pastagem, seja extensiva ou intensiva, haverá sempre um período de produção abundante de forragem, nas águas, e outro de escassez, na seca.
Na região Centro-Sul do Brasil (zona de concentração da pecuária de corte no Brasil), a estacionalidade da produção, que resulta em menores produções na estação da seca, tem por motivo, as reduções da precipitação pluviométrica, da temperatura e da radiação solar, durante o período que compreende os meses de abril a setembro.
Na Figura 1, pode-se observar, as médias das taxas mensais de acúmulo de matéria seca do capim-tanzânia (Panicum maximum cv. Tanzânia), adubado, e cultivado na ausência de práticas de irrigação, nos anos de 1995 e 1996. Verificase que a precipitação pluviométrica e a temperatura mínima foram críticas para o
crescimento de gramíneas forrageiras tropicais, principalmente no período de Maio a Setembro.
Observa-se também que, durante as águas, em virtude de condições climáticas mais favoráveis, o crescimento das plantas em determinados meses, é intensificado e este, ultrapassa a capacidade de consumo de matéria seca do rebanho, havendo, portanto, a necessidade de um ajuste na lotação,
principalmente em sistemas adubados. Pode-se verificar na Figura 2 a variação da taxa de lotação em pastos de capim-tanzânia adubado, durante as águas dos anos de 1996 e 1997. Ressalta-se que, durante o período em que o estudo foi realizado, nos meses de janeiro e fevereiro a lotação da pastagem teve que ser
duplicada, em relação a novembro, para aproveitar a forragem produzida.
Um manejo, com variação do número de animais também nas águas,pode se tornar pouco prático ou pouco interessante ao produtor, uma vez que, por momento da compra ou venda de amimais, para o ajustamento da lotação, as momentâneas “anuências de mercado podem resultar em um balanço financeiro desfavorável”.
Uma estratégia, de manejo, seria a ensilagem desse excesso de forragem, pois, além de fornecer volumoso para o período da seca, permite racionalizar o manejo intensivo das pastagens durante as águas. Nesse caso, a colheita é facilitada no sistema de pastejo rotacionado, em que piquetes podem ser excluídos do pastejo, para a ensilagem da forragem, voltando posteriormente ao
ciclo de pastejo, quando necessário.
 
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