Domicio do Nascimento Junior
 

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   PRODUÇÃO ANIMAL A PASTO

      ESTUDO SOBRE MORFOGÊNESE, ANATOMIA E CINÉTICA DE DIGESTÃO RUMINAL DE FORRAGEIRAS, OBJETIVANDO A INTENSIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO DE BOVINOS EM PASTEJO PRODUÇÃO INTENSIVA DE CARNE BOVINA EM PASTO
       
  5/12/2001  

ZOO 750 - Luciano de Melo Moreira-Ms. FORRAGICULTURA E PASTAGENS
Professor PhD: Domicio do Nascimento JR

Introdução
O sistema de produção para ser parte integrante de uma cadeia produtiva de carne eficiente necessitará de inversões diversas, especialmente tecnológicas. Sem inserção de tecnologias, nenhum segmento será capaz de vencer os desafios que são colocados pela
globalização. Dentre os atores dessa cadeia talvez o sistema de produção seja aquele mais carente de utilização efetiva de tecnologias em larga escala. Essas tecnologias terão, em maior ou menor grau, a função de promover sua intensificação.
Nesse sentido, um dos principais componentes do sistema de produção é a alimentação e, em especial, as pastagens. Ressalta-se, que para ser competitivo o sistema deverá ser capaz de, basicamente, possibilitar o
aumento da capacidade de suporte das pastagens. Segundo Corsi e Nussio (1992), os pecuaristas precisam planejar sistemas de exploração de pastagens
cada vez mais intensivos, sugerindo ser possível estabelecer metas para taxa de lotação de 17UA/ha.
Várias são as formas disponíveis para se obter tal incremento, dentre as quais podem-se mencionar, a adubação das pastagens, o uso de irrigação, nas
condições onde essa for uma prática recomendável, o uso de suplementação alimentar em pasto e mesmo o confinamento. Esse último, além de ser recomendado para aqueles animais de melhor desempenho potencial, é uma estratégia importante para liberação de pastos para outras categorias animais.
Para maiores eficiência e eficácia de quaisquer dessas alternativas é necessário que se conheçam as características das pastagens tropicais. Nesse texto será dada ênfase à adubação e à suplementação alimentar,
uma vez que os tópicos irrigação das pastagens (Alencar, 2001) e o confinamento (Silveira, 2001) serão apresentados nesse evento.
Características das pastagens tropicais A disponibilidade e a qualidade das forrageiras são influenciadas pela espécie e pela cultivar, pelas propriedades químicas e físicas do solo, pelas condições climáticas, pela idade
fisiológica e pelo manejo a que a forrageira é submetida. A eficiência da utilização de forrageiras só poderá ser alcançada pelo entendimento desses fatores e pela sua manipulação adequada de modo a possibilitar tomadas de decisão sobre manejo objetivas de maneira a
maximizar a produção animal.
As forrageiras tropicais, em conseqüência da estacionalidade da produção, não fornecem quantidades suficientes de nutrientes para a produção máxima dos animais. Segundo t’Mannetje (1983), as principais limitações são, pelo menos, durante a metade do ano, a baixa disponibilidade de forragem verde e o seu baixo valor nutritivo durante a maior parte do período de
rebrotação ativa da planta. O que se busca em uma forrageira é a capacidade de atender, pelo maior período possível, às demandas dos animais.
Nessa revisão, as forrageiras foram classificadas em três grupos distintos: o de alta qualidade, composto por gramíneas dos gêneros Panicum (tanzânia, mombaça, tobiatã, vencedor), Cynodon (estrela, coastcross e tiftons) e Pennisetum (camoroon, napier e anão), o de média qualidade formado pelas gramíneas do gênero Brachiaria (ruziziensis, decumbens e marandu) e
Andropogon (planaltina e baeti), e o de baixa qualidade constituído pelas gramíneas do gênero Brachiaria (humidicola e dictyneura cv. Llanero). As diferenças entre esses grupos parecem estar relacionadas, principalmente, com o conteúdo de proteína bruta e consequentemente com a redução no consumo voluntário e na produção animal.
Uma vez que qualquer decréscimo no consumo voluntário tem efeito negativo significativo sobre a eficiência de produção, o entendimento dos fatores que restringem o consumo de forragem pode ser de grande importância como elemento auxiliar no estabelecimento de manejos que permitam superar essas limitações e melhorar a utilização das pastagens. Vale ressaltar que o
consumo só será controlado pelo valor nutritivo da forragem se a quantidade de forragem disponível não for limitante.
O NRC (1987) contém uma revisão de dados sumarizados por Rayburn (1986) da qual pode-se concluir que, sob pastejo, o consumo máximo ocorre quando a disponibilidade de forragem é de, aproximadamente, 2.250 kg de matéria seca (MS)/ha, ou a oferta de forragem é da ordem de 40 g de matéria orgânica (MO)/kg PV0,75 . Pode-se observar ainda, que o consumo decresce rapidamente para 60 % do máximo, quando a oferta de forragem foi de 20 g de matéria orgânica/kg PV0,75.
Esses resultados sugerem claramente que quanto melhor for a qualidade da forrageira, maiores ganhos de peso são obtidos por animal e menor oferta de forragem é necessária. Assim, o ponto crítico para se
conseguir bons desempenhos por animal se constitui na determinação da oferta de forragem que não limite o consumo pelo animal. Algumas sugestões têm sido apresentadas na literatura. Gibb e Treacher (1976) sugeriram que a disponibilidade de forragem deve estar entre duas a três vezes o que o animal consome, e que em disponibilidades inferiores a essas o consumo decresce acentuadamente. Paladines e Lascano (1983) sugeriram uma oferta de MVS igual a 6 % do peso vivo. Já, Adjei et al. (1980) sugeriram ofertas de 6 a 8 kg
de MS/100 kg PV.
Por outro lado, Maraschin (2000) criticou de forma veemente essas recomendações, sugerindo que esses experimentos foram conduzidos com baixa oferta de forragem com conseqüente limitação de consumo por parte do animal, contribuindo assim para a falsa imagem de baixa qualidade das espécies forrageiras tropicais. Segundo esse autor, baseado no fato de que o
animal seleciona, preferencialmente, lâmina foliar, a oferta forrageira não deve se fundamentar em MVS e sim, em matéria seca de lâmina foliar (MSLF). Este
tipo de manejo tem beneficiado também às plantas, como evidenciado por Almeida et al. (1997), que observaram que os diâmetros das touceiras,
cobertura de solo e o desenvolvimento radicular das forrageiras foram influenciados positivamente pelas maiores ofertas de MSLF. Dessa forma, fica evidente a importância do manejo correto das pastagens para o estabelecimento de uma pecuária moderna e produtiva.
 
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