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      Estudo sobre o Metabolismo do Nitrogênio Relacionado à Adaptação de Gramíneas Forrageiras em Condição de Baixa Disponibilidade do Nutriente
       
  5/12/2001  

Luciano de Melo Moreira e Sérgio Pereira Braz
Ms. Forragiculrura e Pastagens – UFV
Professor PhD; Domicio do Nascimento JR



INTRODUÇÃO
O nitrogênio é um dos maiores fatores limitantes para o crescimento das plantas, mas estas apresentam vários mecanismos para máxima eficiência de utilização do nutriente.
Sistemas complexos de absorção, assimilação e mobilização evitam a perda do próprio nitrogênio bem como de energia. Estes sistemas complexos resultaram em uma progressiva adaptação para as condições ambientais de baixo suprimento de N. Embora o nitrogênio molecular contribua com 78% na atmosfera, ele representa para as plantas uma situação de
paradoxo, já que sua abundância na atmosfera não reflete em disponibilidade para as plantas, pois em contraste a outras moléculas diatômicas como o O2, NO, e CO, ele não é quimicamente reativo em condições naturais, devido à grande estabilidade da molécula.
A exploração pecuária é uma das maiores atividades econômicas do país, sendo a maioria do rebanho criado em condição de pastejo, numa atividade extensiva. Na região do Cerrado, dos aproximados 210 milhões de ha, 40 milhões são ocupados por pastagens cultivadas, que abrigam 40% do rebanho nacional (MACEDO, 1995). Entretanto, o termo “cultivado” restringe-se somente à retirada da vegetação nativa e introdução de espécies
forrageiras adaptadas, sem contudo, haver preocupação pertinente com a fertilidade desse solo. E apesar dos baixos índices produtivos, a atividade tem destacada representatividade econômica.
Baseando-se nisso, pode-se perceber que o nitrogênio disponível para as plantas está invariavelmente relacionado com aquele liberado pela matéria orgânica do solo. CERRI (1989) demonstrou que 25% da matéria orgânica da floresta é consumida pela pastagem nos
dois primeiros anos após a implantação, quando a produtividade começa a declinar, embora a pastagem comece a restabelecer os teores de matéria orgânica, recuperando os teores originais após oito anos. Neste aspecto, MACEDO (1995) sugeriu um aparente contra-senso; “com o tempo sobem os teores totais de matéria orgânica mas não há N suficiente disponível para
manter a alta produtividade”. COSTA (1995) observou incremento na produção da matéria seca principalmente em forrageiras com alto potencial de produção, em decorrência da aplicação de nitrogênio.
DÖBEREINER (1997) e TOLEDO (1985) concluíram sobre a inviabilidade da aplicação de fontes minerais nitrogenadas para sistemas pecuários extensivos. CANTARUTTI (1996) propôs a utilização do consórcio gramínea-leguminosa, para favorecer as taxas de reciclagem do nitrogênio e incrementá-lo via fixação biológica.
A produtividade, nestas condições, está diretamente relacionada com adaptações que permitem às plantas absorver, reduzir, assimilar e translocar eficientemente o nitrogênio do solo, além de outras adaptações no metabolismo fotossintético.
 
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