Domicio do Nascimento Junior
 

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      ESTUDO DAS CARACETÍSTICAS ESTRUTURAIS E DA PLASTICIDADE FENOTÍPICA DO RELVADO COMO ALTERNATIVAS DE MANEJO PARA OTIMIZAR O CONSUMO E DIGESTÃO DE FORRAGEIRAS POR RUMINANTES EM PASTEJO
       
  5/12/2001  

Seminário apresentado como parte das exigências da disciplina ZOO 749 - DZO
Por Luciano de Melo Moreira – Doutorando em Forragicultura e Pastagens - UFV



INTRODUÇÃO
A importância das pastagens na produção de bovinos no Brasil é inquestionável. Estima-se que 75 % da superfície utilizada pela agricultura seja ocupada por pastagens, o que corresponde a aproximadamente 20 % da área total do país. Além do aspecto físico, as plantas forrageiras são importantes pelo papel que esempenham na alimentação de bovinos, uma vez que 88 % da carne produzida no país é oriunda de rebanhos mantidos exclusivamente a pasto (PENATI et al., 1999).
Neste cenário, constata-se, com relativa freqüência, falhas no sistema de produção de bovinos em pastejo, em conseqüência da falta de uso de estratégias e tecnologias apropriadas, geralmente associadas com o manejo inadequado do solo e da planta em função de um determinado nível de produção animal (PENATI
et al., 1999).
A compreensão de qualquer ecossistema de pastagem (natural, melhorada ou cultivada) está relacionada com sua estrutura, que é formada sob influência de componentes bióticos e abióticos, e de cujo equilíbrio depende sua sustentabilidade. Por essa razão, qualquer ação do manejador visando controle desse ecossistema deve ser feita a partir de uma abordagem sistêmica que
considere a interação desses fatores. Também, é fundamental considerar que alguns desses fatores são passíveis de controle (intensidade de desfolhação,
disponibilidade de nutrientes, água -via irrigação) enquanto outros são incontroláveis ou não podem ser modificados pelo manejador (radiação solar,
temperatura, precipitação, fotoperíodo) (NABINGER, 1997).
Além das características bromatológicas da forragem, a produção animal a pasto depende das características fenológicas (ontogenia associada ao clima) e estruturais da vegetação, as quais determinam o grau de pastejo seletivo exercido pelos animais, assim como a eficiência com que o bovino colhe o pasto na pastagem, determinando a quantidade ingerida de nutrientes (STOBBS, 1973 e 1975). Todavia, as características estruturais do relvado dependem não só da espécie botânica, mas também do manejo adotado, principalmente a pressão de pastejo (GOMIDE, 1999).
Numa pastagem em crescimento vegetativo, na qual, aparentemente apenas folhas são produzidas (pois ainda não há alongamento do entre-nó), as características morfogênicas de plantas individuais são determinadas
geneticamente, mas também são influenciadas por variações ambientais e/ou de manejo, o que determina mudanças na estrutura do relvado e na atividade de
pastejo dos animais. Esse fenômeno, denominado plasticidade fenotípica, desempenha importante papel na interface planta-animal em sistemas de produção a pasto, pois confere às forrageiras maior resistência ao pastejo (LEMAIRE, 1997).
É imprescindível o esclarecimento sobre esses aspectos, para relacioná-los ao manejo de pastagens, visto que esses conceitos determinarão a adoção de um
ou outro sistema de pastejo (contínuo, rotacionado ou diferido), que por conseguinte, poderá aumentar a eficiência e sustentabilidade do sistema (PENATI
et al., 1999).
A qualidade da forragem pode ser acessada em termos do desempenho animal obtido quando uma forragem é oferecida ao animal (PENATI et al., 1999).
Segundo MERTENS (1994), o desempenho animal é função do consumo de nutrientes digestíveis e metabolizáveis e que, da variação existente no consumo
de matéria seca (MS) digestível ou da energia digestível, entre animais ou alimento, 60 a 90 % estão relacionados ao consumo de MS, enquanto que
apenas 40 a 10 % estão relacionados às diferenças na digestibilidade. Assim, a estimativa do consumo de MS e do valor nutritivo da dieta ingerida pelos bovinos
em pastejo constituem os principais fatores limitantes para predizer o desempenho/produtividade animal e fazer previsões sobre a relação custo/benefício das estratégias e tecnologias disponíveis.
De acordo com os argumentos de MERTENS (1994), as discussões a seguir serão mais direcionadas para a importância do consumo de MS como principal determinante do desempenho de bovinos em pastejo.
Portanto, o conhecimento das relações causa-efeito entre características da pastagem e o processo de pastejo em ruminantes requer o aprofundado
conhecimento dos componentes da estrutura da pastagem e sua influência nos Seminário apresentado como parte das exigências da disciplina ZOO 749 - DZO
Por Luciano de Melo Moreira – Doutorando em Forragicultura e Pastagens - UFV processos de escolha e colheita de forragem por esses animais. Nesse contexto,
o comportamento ingestivo dos animais em pastejo assume papel da maior relevância nos estudos da interface planta-animal.
 
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