Domicio do Nascimento Junior
 

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   Principios de Fisiologia

      ASPECTOS IMPORTANTES DA FISIOLOGIA VEGETAL PARA O MANEJO
       
  21/11/2003  

BRUNA ADESE LOPES
Trabalho apresentado como parte da disciplina ZOO753 no 1º semestre de 2003, sob a orientação do Prof. Domicio do Nascimento Junior - UFV/DZO

O Brasil possui um rebanho bovino comercial estimado, em 1995, em 161 milhões de cabeças (IBGE, 1997), produzindo, segundo o ANUALPEC (1999), 6,4 milhões de toneladas de carne em 1998, podendo ser, uma das maiores cifras do mercado agrícola nacional. A pecuária de corte no Brasil, representa 80% do rebanho nacional com aproximadamente 125 milhões de cabeças (ANUALPEC, 1999). Segundo ZIMMER & EUCLIDES (2000), 90% dos animais abatidos são criados exclusivamente a pasto ou com pequena suplementação pós-desmama.
Nesta condição, a produtividade das pastagens que suportam o rebanho nacional, ocupando aproximadamente 180 milhões de hectares (MACEDO, 1995), é fundamental para o bom desenvolvimento de toda cadeia produtiva. De modo geral, se devidamente manejadas e adubadas, as pastagens podem apresentar boa persistência e inclusive elevar o seu nível de produtividade, permanecendo sustentáveis por muitos anos (ZIMMER & CORREIA, 1993; FISHER & KERRIDGE, 1996). Isto porque as gramíneas forrageiras podem ajudar no processo de estabilização dos agregados do solo, além de conservar ou aumentar o teor de matéria orgânica do solo (LOMBARDI NETTO, 1999), fazendo uma
adequada reciclagem dos recursos produtivos do ecossistema e reduzindo as suas perdas potenciais.
Entretanto, o que tem sido mais freqüentemente observado é que alguns anos após sua instalação, as pastagens sofrem um declínio em produtividade,
consequentemente refletido na produção animal, seguido por uma invasão de plantas daninhas não palatáveis, surgimento de áreas descobertas e encrostamento do solo (MACEDO, 1995). Esse processo de progressivo declínio em produtividade, indicativo de não sustentabilidade do sistema, é conhecido como
degradação das pastagens (MACEDO, 1995; MEIRELLES, 1999).
Estimativas indicam que 50 % dos pastos estabelecidos nas principais regiões pastoris do Brasil estão degradados ou em processo de degradação (De FARIA et al., 1997). De acordo com SOARES FILHO (1993), a degradação é a causa direta das baixas taxas de lotação.
Segundo OLIVEIRA et al. (1997), as principais causas de degradação estão relacionadas à má formação da pastagem, às altas taxas de lotação, tempo insuficiente para rebrota, deficiência natural de alguns nutrientes, intensificada com manejo inadequado, e a não adoção de práticas de adubação de manutenção e conservação do solo. Segundo ZIMMER & CORREA (1993), outra causa é o lançamento de novas forrageiras sem os devidos estudos de adaptação, manejo e práticas de adubação.
Uma produção estável permite ao produtor conhecer o comportamento do seu sistema de criação, posicionando-se no mercado com maior precisão, e com tomadas de decisão coerentes com suas condições produtivas (melhores épocas de compra e venda de animais).
Tendo em vista que as plantas forrageiras são submetidas constantemente ao estresse da colheita, seja pelo pastejo ou pelo corte, há a necessidade de
discutir sobre a habilidade dessas plantas para se recuperarem (NASCIMENTO JR et al., 1993), levando em conta as características fisiológicas da planta e do
ambiente ao qual está submetida, para que o manejo possa ser eficiente e não prejudicial à produtividade da planta forrageira. O manejo racional e efetivo de ecossistemas de pastagens torna-se uma conseqüência da manipulação das atividades fisiológicas dos componentes de cada espécie forrageira, bem como da otimização de seu desempenho ao longo das estações de crescimento (MARSHALL, 1987), para tanto, torna-se necessário reconhecer a planta forrageira como componente chave do sistema de produção (Da SILVA et al., 1998).
Dado o exposto, objetivou-se descrever e comentar a respeito dos principais processos fisiológicos das plantas forrageiras e suas conseqüências sobre a produtividade.
 
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