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   Anatomia e Histologia

      Características anatômicas e químico-bromatológicas das forrageiras x alternativas para otimizar consumo e digestão
       
  7/7/2001  

Trabalho apresentado como parte das exigências da disciplina ZOO749 – Nutrição de bovinos em pastejo

Magno José Duarte Cândido
Matrícula 38204/98
magno@alunos.ufv.br
VIÇOSA – MINAS GERAIS
Junho/2001

Na região tropical, as pastagens constituem-se na mais abundante e econômica fonte de nutrientes para os bovinos, em virtude da habilidade destes em ingerir e digerir alimentos fibrosos. Todavia, a vantagem de perenidade da maioria das pastagens tropicais traz consigo um desafio: a persistência a longo do prazo com manutenção de um valor nutritivo adequado para garantir o bom desempenho das gerações sucessivas de animais que a pastejem.
As duas principais estratégias empregadas pelas plantas para sobreviver têm influência no seu valor nutritivo: armazenamento de nutrientes e defesa contra ameaças externas. No primeiro caso, a planta armazena substâncias durante seu crescimento
vegetativo para serem utilizadas em períodos de frio ou de seca e para rebrotar após um corte, pastejo etc. São substâncias altamente digestíveis. No segundo caso, a planta sintetiza compostos como lignina, cutina, fenóis, terpenóides e alcalóides para conferir-lhe resistência ao vento, doenças e desfolhação. Essas substâncias de forma geral fazem parte da estrutura da planta e são de baixo valor nutritivo.
Nos ambientes climáticos a que estão submetidas as pastagens, os fatores que promovem o crescimento, também aceleram a maturidade da planta, comprometendo assim o seu valor nutritivo, pela participação de componentes estruturais com o avanço da idade da planta (Figura 1).
A grande biodiversidade de espécies que evoluíram na região tropical acarretou grande variabilidade em termos de morfologia, anatomia e composição química das espécies forrageiras. Estas são compostas por diversas frações (lâmina, bainha, colmo,
pecíolo, inflorescência), que por sua vez são formadas por variados tipos de tecidos, os quais apresentam heterogênea população de tipos de células. A utilização pelos ruminantes, do conteúdo celular e de alguns componentes da parede celular difere
conforme as várias frações e os estádios de desenvolvimento, bem como os diferentes tipos de tecidos. A organização estrutural, ou anatomia dos órgãos da planta, e seus tecidos
constituintes, além de influenciar o consumo pelo efeito que produzem sobre a facilidade de fragmentação das partículas da forrageira, a natureza das partículas produzida e sua taxa
de passagem pelo rúmen, influenciam também na digestibilidade da parede celular, proporcionando maior ou menor acessibilidade de seus polissacarídeos aos microrganismos do rúmen.
 
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