Domicio do Nascimento Junior
 

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   Manejo de pastagens

      SELETIVIDADE POR BOVINOS EM PASTAGEM NATURAL
       
  28/6/2001  

Josiane Aparecida de Lima, DS em Zootecnia
Domicio do Nascimento Jr., PhD, Professor Titular da área de Forragicultura e Pastagens do DZO/UFV,
Viçosa-MG

Várias definições têm sido propostas para pastejo seletivo. Para SCOTT (1956), é uma redução que sofrem
as plantas mais palatáveis ou preferidas, enquanto as menos palatáveis permanecem intocadas. Segundo
JOBLIN (1962), pastejo seletivo representa o grau com que o animal é atraído por certo alimento, sob
determinadas condições de escolha. Conforme HEADY (1964), pastejo seletivo expressa o grau com que os
animais colhem certas espécies de plantas, ou partes dessas, e resulta de uma interação altamente complexa,
envolvendo características relacionadas com os animais, com as plantas a serem consumidas e com o
ambiente de ambos. DE RUITER (1967) define pastejo seletivo como um processo resultante do
comportamento animal. Na definição de MARTEN (1970), pastejo seletivo representa a capacidade que têm
os herbívoros de, entre uma ampla diversidade de espécies, selecionar apenas algumas para compor sua dieta.
Em síntese, o pastejo seletivo é resultante da ação conjunta de fatores complexos, tais como a preferência,
que resulta da interação de vários fatores inerentes ao animal, sendo essencialmente comportamental; e a
palatabilidade, característica das plantas que estimulam o animal a preferir uma espécie forrageira em relação a
outra. Conforme IVINS (1955), a palatabilidade é sujeita às variações estacionais que sofrem as plantas
forrageiras, e a preferência varia entre espécies animais e entre animais individuais.
As espécies forrageiras que compõem uma pastagem natural, geralmente, diferem entre si pela quantidade em
oferta, acessibilidade, palatabilidade e valor nutricional. Assim, diante de uma complexidade de espécies com
diferentes características, os animais, guiados por vários fatores, escolhem algumas para compor sua dieta, ou
apenas partes das plantas preferidas. Porém, os fatores que induzem o animal a escolher plantas ou partes
dessas tornam a seleção um processo altamente complexo. Entre os componentes desse processo incluem-se
os fatores inerentes ao próprio animal, o ecossistema da pastagem e os efeitos climáticos e de manejo.
Para VALLENTINE (1990), dentre os principais fatores inerentes ao animal, que influenciam a preferência
por um alimento, incluem-se o uso dos sentidos, a variação entre espécies e indivíduos e a experiência prévia
ou adaptação dos animais.
A maioria dos cientistas concorda que a escolha do animal por determinadas espécies forrageiras ou partes
dessas é determinada pelas respostas ao estímulo químico recebido através dos sentidos sensoriais, e, dentro
de suas capacidades, os animais podem fazer uma escolha apropriada da dieta. Os sentidos de sabor, tato,
olfato e visão são os principais fatores sensoriais que influenciam na preferência por determinadas espécies
forrageiras. Segundo PROVENZA e BALPH (1988), o sabor é o sentido mais importante que influencia no
processo de seletividade dos animais em pastejo. Os demais sentidos servem apenas para suplementar ou
modificar a sua expressão, especialmente nos estádios preliminares de descoberta e seleção, sendo o sabor,
aparentemente, o último sentido utilizado pelos animais em pastejo. O sentido do tato auxilia os animais na
rejeição de materiais ásperos e espinhosos (VALLENTINE, 1990). A visão e a audição são os sentidos
menos importantes na determinação da preferência dos animais (WALTON, 1983), embora a visão seja
utilizada para orientação espacial em relação à vegetação (MARTEN, 1970). Em estudo com carneiros em
pastejo, KRUEGER et al. (1974) observaram que o sentido de maior influência na seletividade foi o sabor, e
o de menor, o odor. O tato e a visão foram relacionados com condições específicas das plantas, tais como a
suculência e a forma de crescimento. Com base nas informações disponíveis, constata-se que todos os
sentidos parecem estar envolvidos no processo de seletividade exercido pelos animais em pastejo. Porém,
 
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