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   Produção de Matéria Seca das Pastagens

      USO DE GAIOLAS DE EXCLUSÃO PARA ESTIMAR PRODUÇÃO FORRAGEIRA E CONSUMO ANIMAL EM SISTEMAS DE PASTEJO
       
  28/6/2001  

Roberto Giolo de Almeida, estudante de doutorado em zootecnia, UFV
Domicio do Nascimento Jr., PhD, Professor Titular da área de Forragicultura e Pastagens do DZO/UFV,
Viçosa-MG

O consumo voluntário de forragem é um importante parâmetro para se
avaliar uma pastagem em termos de produção animal. Deste modo, o
conhecimento da produção forrageira também assume grande importância
face a estreita relação entre produção de pasto e consumo animal em pastejo (STUTH et al., 1981 e
DAVIES et al., 1993).
O uso de gaiolas de exclusão é indicado em sistemas de pastejo contínuo, para estimar produção forrageira e
consumo animal.
Este é um dos métodos agronômicos da diferença onde as estimativas
são feitas basicamente, a partir da diferença entre a biomassa de
forragem presente dentro e fora das gaiolas, durante um período
de pastejo.
O consumo é estimado a partir da diferença (D) entre a quantidade de
forragem presente dentro da gaiola e o
resíduo de forragem do lado de fora da mesma, após o período de pastejo, não levando em consideração o
crescimento da forragem (CARTER, 1962).
Este valor "D", também chamado de desaparecimento de forragem,
segundo MEIJS et al. (1982), fornece uma estimativa da quantidade aparente de forragem consumida por unidade de área. O consumo diário por
animal é então calculado, da seguinte forma:
Assume-se a validade desta estimativa quando os períodos de pastejo
são curtos, de 1 a 3 dias, sendo que a partir dos 7 dias, para
cálculo do consumo, deve-se incluir a taxa de crescimento da
pastagem durante o período de pastejo em questão (BURNS et al., 1994),
pois sob estas condições o crescimento da forragem dentro e fora
das gaiolas não segue o mesmo padrão, devido ao microclima no
interior das gaiolas e pelo fato das áreas excluídas não sofrerem
influência da ação animal (pisoteio, deposição de fezes e urina, etc.).
Outras limitações do método consistem no erro proveniente da escolha
dos locais com disponibilidade de forragem semelhantes, para o uso de gaiolas pareadas, e do corte ou estimativa da forragem dentro e fora das
gaiolas, que são determinantes para o cálculo do consumo aparente.
Além disso, o número de gaiolas necessárias para validade das
estimativas nem sempre é observado, devido a limitações econômicas
a dificuldades práticas no deslocamento destas estruturas,
principalmente em pastagens nativas e heterogêneas.
 
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