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   Consumo

      MÉTODOS PARA ESTIMATIVA DO CONSUMO VOLUNTÁRIO DE BOVINOS EM PASTEJO
       
  27/6/2001  

Aluno: Sérgio Braz
Prof.: Domicio do Nascimento Jr.

A produção animal com forragens é determinada pelo consumo de matéria
seca, valor nutritivo da forragem e resposta do animal. O consumo
de matéria seca constitui o primeiro ponto determinante do ingresso
de nutrientes necessários ao atendimento das exigências de mantença
e produção animal, e portanto, é considerado o parâmetro mais
importante na avaliação de pastagens devido sua alta correlação com a
produção animal (NOLLER et al., 1996).
A avaliação do consumo a pasto é bastante complexa, pois devem ser
consideradas as inter-relações solo-planta-animal. O consumo
voluntário principalmente em condições de pastejo, é influenciado
por uma integração de muitos fatores, inerentes ao animal, à planta,
o ambiente e ao manejo adotado. Fatores como quantidade de forragem
disponível, morfologia, valor nutritivo, palatabilidade sazonal,
estado fisiológico e sanitário do animal, topografia e temperatura ambiente, entre outros, exercem influência sobre o consumo
animal a pasto (SANTOS, 1997).
CONRAD et al. (1964) observou que o consumo de rações de baixa densidade energética aumenta com o
aumento de digestibilidade da ração, o que sugere um mecanismo de
controle físico do consumo. O enchimento do rúmen ou o tempo
despendido comendo e/ou ruminando são fatores limitantes,
tornando o animal incapaz de consumir ração para satisfazer seu
apetite. Para rações mais digestíveis, entretanto, o
consumo decresce à medida que a digestibilidade aumenta. Isto indica
que os animais compensam a diluição energética através do aumento
do consumo, de forma a manter uma constante ingestão de energia.
Sugerindo que um mecanismo metabólico seja responsável pelo
controle de consumo de animais recebendo dietas de alta
qualidade. O consumo parece ser limitado pelo tempo necessário para
processar a forragem ingerida (mastigação) em partículas
suficientemente pequenas, que possam deixar o rúmen. Tempo total de
mastigação por unidade de forragem consumida, isto é, tempo gasto
ruminando mais tempo gasto comendo está correlacionado com a
qualidade da forragem .
Neste respeito MERTENS, (1994) propõe que o consumo voluntário é
regulado por três mecanismos: o fisiológico, onde a regulação é
dada pelo balanço nutricional, o físico, relacionado à capacidade
de distensão do rúmen e ainda o pisicogênico, que envolve o
comportamento responsivo do animal a fatores inibidores ou
estimuladores relacionados ao alimento ou ao ambiente.
As características estruturais do pasto, como altura, relação
folha/caule e densidade afetam o consumo, por influenciarem o
tamanho do bocado, a taxa de bocado e o tempo de pastejo
(STOBBS, 1973).
O tamanho dos bocados apreendidos pelos bovinos em pastagens tropicais podem limitar o consumo de
forragem. Em animais confinados, o peso de cada bocado é superior a 0,8 g de matéria orgânica por bocado
sendo assim, teoricamente estes animais podem ingerir 10,8 kg matéria orgânica (3% de 400 kg de PV) com
13.000 bocados. Por outro lado, 216.000 bocados são necessários para atingir o mesmo consumo se a
média dos bocados é de 0,05g de matéria orgânica (STOBBS, 1973). Contudo, STOBBS e COWPER,
(1972) estimaram como taxa máxima de bocados, 4000 bocados/hora o que resulta num período de 24horas, um máximo de 36.000 bocados, e desta maneira STOBBS, (1973) concluiu, que bocados com menos
de 0,3 g de matéria orgânica são críticos para obtenção de quantidades satisfatórias de nutrientes pelo
consumo de forragem.
ALLDEN e WHITTAKER, (1970) observaram diferenças no consumo de forragem com aumento de 7
vezes, quando o comprimento dos perfilhos passaram de 3,7 cm (1,0 g de MS/min) para 7,7cm (7,1 g de
MS/min), além disso, observaram também que os animais compensaram a diminuição da forragem disponível
com aumento do tempo de pastejo.
 
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