Domicio do Nascimento Junior
 

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   Sustentabilidade de pastagens

      RECUPERAÇÃO DE PASTAGENS DEGRADADAS. DIMPRODUTIVIDADE COM O TEMPO. CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE.INUIÇÃO DA
       
  27/6/2001  

Prof.: Domicio do Nascimento Jr.
Aluno: Fabianno Cavalcante de Carvalho

No Brasil, as áreas de pastagens cultivadas e total (cultivada + nativa) ocupavam em 1985, aproximadamente, 180 milhões de hectares. As pastagens nativas, maior fonte de alimentos para os herbívoros domésticos, ainda ocupam cerca de 50% das área de
pastagens do Brasil. Já as pastagens cultivadas vêm ocupando áreas cada vez maiores, passando de 30 milhões de hectares, em 1970 para 105 milhões de hectares em 1995 (dados estimados), o que representa um incremento de área plantada em 25 anos de
250% (ZIMMER e EUCLIDES FILHO, 1997). Dos 117 milhões de hectares de pastagens (nativa 75 e cultivada 42) do Brasil Central
(cerrado), cerca de 34 milhões de hectares, foram formadas há, aproximadamente, vinte anos e encontram-se em diferentes estágios de degradação. Esta área total abriga um rebanho bovino de 45 milhões de cabeças, com uma lotação média de 0,4 cab./ha e anualmente são perdidos, cerca de 36 milhões de arrobas, em função de emagrecimento na seca, mortes e falta de alimento. As cifras podem alcançar 1 bilhão de dólares por ano (OLIVEIRA et. al., 1995).
O aumento da área cultivada com pastagens, nos últimos 25 anos, resultou, principalmente, da necessidade de aumentar a produtividade da pecuária brasileira, em função do aumento da demanda crescente por produtos de origem animal. Para atender
este aumento crescente foi importante a obtenção de novos cultivares de Brachiaria, Andropogon e Panicum, bem como o desenvolvimento de novas técnicas de produção de sementes e de plantio de pastagens. Tudo isto, tem favorecido à substituição de áreas de floresta e cerrado por pastagens.
O nível de produtividade de animais mantidos a pasto varia conforme o tipo de pastagem e a qualidade desta pode variar em função da fertilidade do solo, dos fatores climáticos e do manejo. Portanto, a produção depende da disponibilidade de forragem
de boa qualidade. É uma constante o produtor tentar solucionar este problema de manejo, introduzindo uma "forrageira milagrosa" aquela que apresenta alto potencial de produção, resistência ao pisoteio, pouca exigência e que produza o ano inteiro, etc. A
mudança de uma forrageira por outra, na propriedade, sem que se verifiquem mudanças no manejo das pastagens e dos animais, na adubação, nas práticas de conservação, etc., podem não resultarem em ganhos na produtividade animal, mas sim no provável desaparecimento da melhor das forrageiras.
Pastagens formadas sem nenhum conhecimento agronômico e de manejo dos animais podem ser produtivas nos primeiros anos após o estabelecimento e dois a três anos depois perdem sua produtividade, conforme relatado por ANDRADE e LEITE (1988) e
ANDRADE (1986) na região do cerrado e SERRÃO et al. (1982), VEIGA e FALESI (1986) e VEIGA e SERRÃO (1987) na região amazônica.
Tendo em vista que as plantas forrageiras são submetidas, constantemente, ao estresse da colheita, seja pelo pastejo ou pelo corte, discutir-se-ão a habilidade dessas plantas
para se recuperarem, levando em conta as características de ambiente (solo, clima) e de manejo em que elas se desenvolvem, e algumas hipóteses que possam explicar o processo de degradação que vem sendo observado (NASCIMENTO JÚNIOR et al.,1994).
O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais processos e causas responsáveis pela degradação das pastagens, correlacionando-os com as perdas ao longo do tempo, e
as estratégias de recuperação empregadas para manter a produtividade e a sustentabilidade dessas áreas.
 
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