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   Capim-Elefante

      PASTAGEM DE CAPIM-ELEFANTE: UMA ALTERNATIVA VIÁVEL
       
  26/6/2001  

Aluno: Rogério dos Santos Lopes
Prof.: Domicio do Nascimento Jr.

Uma vez que a alimentação de vacas em lactação responde por 40 a 60% do custo de produção do leite, fica evidente a necessidade dos produtores buscarem programas de produção de forragens e sistemas de alimentação mais eficientes no uso de energia, demandem menos mão-de-obra e investimentos (MATOS,
1995). Segundo HOFFMAN et al., (1993) a correta utilização de pastagens por rebanhos leiteiros pode reduzir os custos de produção, principalmente pela redução nos dispêndios com alimentos concentrados, com combustíveis e com mão-de-obra, principalmente. Além disso, os investimentos com instalações,
especialmente aquelas destinadas ao abrigo de animais e maquinaria, são menores quando se comparam sistemas a pasto com aqueles em confinamento. Apesar da receita proveniente do leite produzido a pasto ser menor do que a do sistema em confinamento, a margem bruta tem sido superior (VILELA et al., 1993).
Assim, dentro de um ambiente econômico de busca da eficiência para competir no mercado, o produtor de leite deverá então substituir a velha equação "produção máxima = lucro máximo" pôr outra expressa da forma: "nível de produção ótimo = lucro máximo (MATOS, 1995).
Do ponto de vista da alimentação do rebanho, pasto é o mais barato de todos os alimentos para se produzir e utilizar (EMMICK, 1991). Além de se constituir num sistema de produção que requer menores inversões iniciais de capital, a produção de leite a pasto tem um menor impacto negativo sobre o meio ambiente do
que os sistemas confinados.
A busca por produtividade em vez de produção não é nova. Países que possuem maior competitividade econômica na produção de leite são aqueles cujos sistemas de produção tem como sustentação as pastagens. Os melhores exemplos são a Nova Zelândia e a Argentina. Nesses países, a produtividade das
vacas está bem abaixo da alcançada nos Estados Unidos, mas com custo operacionais de produção significativamente menores (SILVESTRE, 1998).
Uma avaliação da utilização de pastagens pôr produtores de leite do Estado de New York mostrou que em média esses produtores conseguiram reduções nos custos de produção de US$ 153,00/vaca/ano. Esse montante eqüivale a uma poupança de 3 centavos de dólar americano por litro de leite produzido (EMMICK,
1991). A redução nos custos de produção com a utilização de pastagens foi devida, principalmente, à menor dependência do uso de máquinas e implementos, com menor dependência de energia e combustíveis e menos tempo gasto com manuseio dos dejetos animais.
O estado de Minas Gerais possui 29 milhões de hectares de área ocupada por pastagens, sendo apenas 14% de pastagem formada (SILVESTRE, 1998). A pecuária leiteira e de corte no Brasil ainda exibe índices de produtividade muito baixos. No entanto, atualmente, verifica-se uma tendência no sentido da redução de
custos e/ou no aumento da produtividade, visando principalmente alcançar melhores índices por animal e por área.
Para os sistemas de produção, o uso eficiente de forrageiras e pastagens como base da alimentação animal, representa uma das formas mais garantidas de se elevar a produtividade e reduzir os custos de produção.
Infelizmente, os solos dedicados à produção de forragem seja para corte ou pastejo, na maioria das nossas bacias leiteiras estão degradados e erodidos. Nesses solos os nutrientes que não foram perdidos pela erosão, foram "carreados" para o meio urbano através do café, arroz, feijão, milho, carne e outros produtos agricolas ao longo das diversas lavouras conduzidas no passado.
 
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