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   Suplementação

      Suplementação em pastejo
       
  3/12/2010  

1. Introdução
A importância das pastagens na produção de ruminantes no Brasil é inquestionável e reconhecida, visto que, esse tipo de sistema apresenta baixos custos de produção, quando comparado a sistemas confinados. No entanto, em razão da fenologia das plantas forrageiras e das condições climáticas ao longo do ano, a produção de forragem é estacional, o que resulta na sazonalidade da produção animal a pasto (Santos et al., 2009).
A produção animal a partir do uso de pastagens implica na interferência do homem no sentido de utilizar conhecimentos que permitam: a) garantir a perenidade do ecossistema existente seja ele baseado essencialmente nos recursos primários naturais ou mesmo "construídos" pelo próprio homem (pastagens cultivadas); b) assegurar um compromisso entre a oferta de quantidade e qualidade de forragem compatível com a produção animal pretendida e permitida pelo meio; c) simplificar e reduzir custos ou aumentar a margem econômica líquida.
A condição primária para atingir estes objetivos é a compreensão de que qualquer pastagem, natural, melhorada ou cultivada, deve ser entendida como um ecossistema cuja estrutura é formada por componentes bióticos, representados pelas plantas e animais e outros seres vivos, e componentes abióticos como o solo e a atmosfera. O equilíbrio destes componentes bióticos e abióticos depende a sustentabilidade do ecossistema. Por esta razão, qualquer ação do homem visando a sua exploração deve ser feita a partir de uma abordagem sistêmica que considere a necessária interação destes fatores. É fundamental também que se considere que alguns destes fatores são passíveis de controle (intensidade de desfolha, disponibilidade de nutrientes, água em certa medida, etc.) enquanto que outros são incontroláveis (radiação solar, temperatura, precipitação).
Dessa forma, o conhecimento dos efeitos destes fatores não controláveis sobre o crescimento das plantas é pré-requisito essencial ao desenvolvimento de qualquer estratégia de produção animal baseada em pastagens. É necessário conhecer potencialidade da produção forrageira permitida pelo clima e pelas principais limitações edáficas não apenas para previsão e planejamento do estoque animal, mas também porque permite avaliar os limites dos investimentos em insumos energéticos.
Nesse contexto, a suplementação surge como uma ferramenta para manter a estabilidade dos sistemas de produção em pasto e pode ser usada com os seguintes objetivos: aumentar o consumo de energia digestível e o desempenho animal, contrabalancear as flutuações sazonais na disponibilidade de forragem, aumentar a capacidade de suporte e estender o uso de forragem conservadas (Moore, 1980, Hodgson, 1990). Entretanto, a suplementação não deve ser considerada uma maneira de mascarar uso inadequado de pastagens ou problemas de manejo, e sim como uma maneira de aumentar o consumo e utilização de forragem disponível, corrigindo déficits e desequilíbrios, porventura existentes, nas várias fases (épocas) do ano, garantindo atendimento das exigências nutricionais do animal (Paulino et al., 2002).
Tem-se por objetivo com esta revisão abordar o uso da suplementação como estratégia visando o aumento da produtividade animal sob a ótica ecofisiológica do pastejo.
 
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