Domicio do Nascimento Junior
 

Seleção para leitura
Consorciacao de pastagens
Manejo do Pastejo
Considerações do Professor
Avaliação de Pastagens com Animais
Avaliação de Forrageiras
Avaliação da Digestibilidade
Anatomia e Histologia
Adubação nitrogenada
Consumo
Capim-Elefante
Desfolhação
Degradação de Pastagens
Formação de pastagens
Ecologia
Fixação de Nitrogênio
Fenação
Irrigação de pastagens
Glossário
Manejo de pastagens
Morfogênese
Nutrição a pasto
Queima de pastagens
Produção de Matéria Seca das Pastagens
Perfilhamento
PRODUÇÃO ANIMAL A PASTO
Pastagens Nativas
Produção de sementes
Principios de Fisiologia
Pragas das pastagens
Raízes
Reciclagem de Nutrientes
Silagem
Seletividade animal
Suplementação
Sustentabilidade de pastagens
Valor Nutritivo

   Consumo

      CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS DO PASTO E O CONSUMO DE FORRAGEM: O QUÊ PASTAR, QUANTO PASTAR E COMO SE MOVER PARA ENCONTRAR O PASTO
       
  24/11/2008  

Paulo César de Faccio Carvalho1, Horacio Leandro Gonda2, Michael Hugh Wade2, Jean Carlos Mezzalira1, Márcio Fonseca do Amaral1, Edna Nunes Gonçalves1, Davi Teixeira dos Santos1, Laura Nadin2 & César Henrique Espírito Candal Poli1

1 Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Bento Gonçalves 7712,
Porto Alegre,Brasil
2 Facultad de Ciencias Veterinarias, Universidad Nacional del Centro (UNCPBA) Tandil, Argentina.

Introdução

O entendimento das relações planta-animal evoluiu de forma
relevante no final do século passado. Foi um momento onde o enfoque deixou de estar apenas na produtividade animal e passou-se a investigar os processos e as razões envolvidas no ato do animal buscar o seu alimento na pastagem. O produto principal deste avanço foi o reconhecimento da estrutura do pasto como determinante do consumo de animais em pastejo. Das três principais limitações3 enfrentadas pelos animais, no sentido de obterem seus requerimentos diários por meio do pastejo, até recentemente o foco esteve quase que exclusivamente sobre os processos digestivos, sobre os quais se depositavam desmesuradas justificativas para o baixo desempenho animal em pastagens. Não obstante, os conhecimentos recentes relacionados ao processo ingestivo demonstraram ser, este, um limitante decisivo nas condições de pastejo encontradas nos sistemas de produção (Carvalho et al., 2001, Silva & Carvalho, 2005).
Neste contexto, o manejo do processo de pastejo, particularmente via definição de metas de estrutura do pasto, tem avançado dentro da perspectiva de que o manejo da pastagem signifique a construção de ambientes pastoris (incluído a manipulação da estrutura) ecologicamente sustentáveis e favoráveis ao forrageamento (Carvalho, 2005). Neles o animal é capaz de demonstrar, por meio de seu comportamento em pastejo, as características quanti-qualitativas do ambiente pastoril. Os sinais que os animais emitem sobre a abundância e a qualidade de seu alimento, se utilizado para ponderar ações de manejo, pode vir a ser uma importante ferramenta de gestão do animal no pasto (Carvalho et al., 2006).
Por conseguinte, propõe-se que o conhecimento das relações entre a estrutura do pasto e o processo de pastejo traga suporte para a compreensão dos fenômenos em nível ecológico tanto quanto suporte às interferências de manejo em nível sistema de produção. Para tanto, a natureza do processo de pastejo é descrito nos itens iniciais deste trabalho, para então se discutir as relações entre a estrutura do pasto e o pastejo nas suas diferentes escalas espaço-temporais. Como se pode deduzir, o fato de se focar o consumo de forragem em situação de pastejo necessita, em decorrência, que se assuma o consumo não como um fenômeno isolado, mas como parte de um processo
maior, o processo de pastejo.
 
Retornar Seleção para leitura Artigo  sem moldura do site
 
   :: Fale Conosco ::
Todos os direitos reservados Domicio do Nascimento Junior. Produção do WebSite Valter Lobo