Domicio do Nascimento Junior
 

Seleção para leitura
Consorciacao de pastagens
Manejo do Pastejo
Considerações do Professor
Avaliação de Pastagens com Animais
Avaliação de Forrageiras
Avaliação da Digestibilidade
Anatomia e Histologia
Adubação nitrogenada
Consumo
Capim-Elefante
Desfolhação
Degradação de Pastagens
Formação de pastagens
Ecologia
Fixação de Nitrogênio
Fenação
Irrigação de pastagens
Glossário
Manejo de pastagens
Morfogênese
Nutrição a pasto
Queima de pastagens
Produção de Matéria Seca das Pastagens
Perfilhamento
PRODUÇÃO ANIMAL A PASTO
Pastagens Nativas
Produção de sementes
Principios de Fisiologia
Pragas das pastagens
Raízes
Reciclagem de Nutrientes
Silagem
Seletividade animal
Suplementação
Sustentabilidade de pastagens
Valor Nutritivo

   Manejo de pastagens

      ATUALIDADES SOBRE MANEJO DO PASTEJO NOS TRÓPICOS
       
  18/11/2008  

Domicio do Nascimento Júnior1; André Fischer Sbrissia2; Sila Carneiro da Silva3
1 Professor Titular do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa – Pesquisador
do CNPq.
2 Professor Doutor do Departamento de Produção Animal e Alimentos da Universidade do Estado de
Santa Catarina.
3 Professor Associado do Departamento de Zootecnia da E.S.A. “Luiz de Queiroz”, Universidade de
São Paulo – Pesquisador do CNPq.

Introdução
A realização da produção potencial de uma gramínea depende do
tipo de manejo que recebe, ou seja, a intensidade e a freqüência de
desfolhação. Campbell (1961) chamou a atenção para o fato de que nos experimentos em Ruakura (Nova Zelândia) as diferenças na produção animal entre diferentes sistemas (métodos de manejo) podiam ser diretamente contrárias ao total de produção da pastagem. Ivins (1959), citado por Campbell (1961)1 já havia afirmado que “técnicas de avaliação de pastagens com animais medem qual potencial, o do animal ou o da gramínea, é o menor”. Nessa afirmação Campbell (1961) propôs acrescentar o manejo do pastejo, como um terceiro fator tendo um potencial altamente variável. Esse autor acrescentou também que a deficiência em se usar a produção animal como árbitro final na decisão de qual sistema é o melhor, está no fato de que somente medidas na pastagem poderão mostrar as verdadeiras diferenças na utilização do pasto e, portanto esta deve ser o árbitro final na decisão de qual sistema de manejo é mais eficiente. Para se atingir a produção máxima de uma planta forrageira um intervalo adequado entre desfolhações é essencial.
Entre os fatores que podem ser manipulados mais facilmente encontram-se a intensidade e a freqüência de desfolhação. Assim, McMeekan (1961) chamou a atenção para o fato de que a maioria dos trabalhos de pesquisa até aquela época estava concentrada na procura de uma definição clara da importância da intensidade e freqüência de desfolhação na produtividade das pastagens. Mudanças na composição química e, portanto, no valor nutritivo foram atribuídas, segundo McMeekan (1961), aos efeitos da idade
e na variação da relação folha/colmo da forragem. Assim, era razoável
esperar que o total de matéria seca da pastagem governaria a produção animal e métodos de pastejo utilizando-se de desfolhação intermitente seriam os mais apropriados. Em contraste, o “pastejo contínuo” foi o causador de danos para ambas, a produção da
pastagem e a produção animal.
Sistemas que estabelecem um período de descanso – do pastejo,
não do crescimento – são o rotativo, em faixas, “zero grazing”, etc. Quando comparados, níveis similares de produção têm sido obtidos.. Esse fato não é surpreendente e Mott (1960) já chamava a atenção que um número fixo de animais (comum em muitos experimentos) em todos os tratamentos de um experimento de pastejo não pode detectar diferenças no verdadeiro potencial da gramínea ou do método de pastejo utilizado, se tais diferenças são resultados de tratamentos. Assim, a literatura sobre pastagens é abundante em comparações de que métodos de pastejo aparentemente lógicos e baseados em termos de medições na produtividade da pastagem apresentam resultados descartáveis ou de pequenos efeitos na produção animal (Crowder & Chheda, 1982; Holechek, Pieper e Herbel, 1989; Allen & Collins, 2003).
O elevado potencial das espécies forrageiras tropicais é bastante
reconhecido (Humphreys, 1981), mas problemas da alta sazonalidade do crescimento, valor nutritivo limitado e uma lignificação rápida podem afetar seriamente a utilização do pasto, desempenho animal e a produção animal por hectare (Assis, 1997; Zimmer, 1997, Santos et al.,1997; Euclides e Euclides Filho, 2001). A natureza extensiva da atividade pecuária brasileira oferece pouca oportunidade para controle do manejo do pastejo. O aumento da pressão financeira e o uso crescente de cercas para redução do tamanho dos piquetes criam oportunidade para um maior controle do processo de pastejo.
 
Retornar Seleção para leitura Artigo  sem moldura do site
 
   :: Fale Conosco ::
Todos os direitos reservados Domicio do Nascimento Junior. Produção do WebSite Valter Lobo