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   Avaliação de Forrageiras

      CARACTERIZAÇÃO MORFOGÊNICA DE GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS TROPICAIS SOB CRESCIMENTO LIVRE
       
  13/8/2008  

RODRIGUES, Carlindo Santos, M. Sc., Universidade Federal de Viçosa,
fevereiro de 2008. Caracterização morfogênica de gramíneas
forrageiras tropicais sob crescimento livre. Orientador: Domicio do
Nascimento Júnior. Co-Orientadores: Sila Carneiro da Silva e Valéria
Pacheco Batista Euclides.

Neste trabalho, avaliaram-se, de forma comparativa, as
características morfogênicas e estruturais de gramíneas tropicais, com o objetivo de enquadrá-las nos respectivos grupos funcionais, fornecendo subsídios aos pesquisadores na implementação de experimentos de pastejo condizente com o seu padrão de crescimento e desenvolvimento. O experimento foi conduzido no Setor de Forragicultura do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, em Viçosa, MG. Os tratamentos corresponderam a sete gramíneas, dois cultivares de Panicum
maximum (Mombaça e Aruana), um híbrido de Panicum maximum com
Panicum infestum BRA-7102 (Massai), dois de Brachiaria brizantha
(Marandu e Xaraés) e dos capins-gordura (Melinis minutiflora) e jaraguá (Hyparrhenia rufa), todos avaliados sob crescimento livre. O delineamento utilizado foi o de blocos completos ao acaso com três repetições. Foram avaliadas: altura, características morfogênicas e estruturais de perfilhos, variação no número de folhas nos perfilhos (número de folhas surgidas, vivas e mortas), taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos e padrão demográfico de perfilhamento. A variação no número de folhas (NFV) permitiu demonstrar comportamento semelhante entre os capins-mombaça, massai e xaraés, quanto ao número de folhas vivas, número de folhas surgidas (NFS) e número de folhas mortas (NFM). No
geral, todas as gramíneas apresentaram queda no NFV à medida que
aumentava o NFM e se estabilizava o NFS; esse processo foi mais evidente no outono. Com relação à demografia de perfilhos, observou-se que somente os capins-gordura, aruana e marandu apresentaram perfilhos aéreos, porém o último só apresentou essa categoria de perfilhos no outono, enquanto nos demais capins a população de perfilhos foi formada de perfilhos basilares. As características morfogênicas e estruturais de perfilhos basilares foram avaliadas por intermédio da análise de fatores, nos períodos
de verão e outono isoladamente e de forma conjunta, permitindo a redução das 13 variáveis analisadas em quatro fatores (fator “desenvolvimento de massa”, fator “mortalidade de perfilhos”, fator “estádio de desenvolvimento” e fator “longevidade foliar”), os quais explicaram cerca de 80% da variação total. De posse dos escores fatoriais de cada gramínea, realizou-se a formação dos grupos funcionais, por meio do agrupamento por otimização de Toche. Ressalta-se que, no período de verão, foi possível separar três
grupos: o grupo I, formado pelos capins-xaraés, massai, mombaça e
marandu; o grupo II, capins-gordura e aruana; e o grupo III, capim-jaraguá. No agrupamento de outono, o grupo I foi formado pelos capins-mombaça, massai, xaraés, marandu e gordura; o grupo II, formado pelo capim-jaraguá; e o grupo III, pelo capim-aruana. Já no agrupamento, considerando-se os dois períodos de forma conjunta, foram identificados três grupos: o grupo I, formado pelos capins-mombaça, xaraés, marandu e massai; o grupo II, pelos capins-gordura e aruana; e o grupo III, pelo capim-jaraguá. A partir do
resultado desse tipo de análise, é possível a identificação e formação de grupos funcionais de plantas forrageiras que englobam plantas que “operam” de forma semelhante e, por isso, necessitam de cuidados de manejo semelhantes, independentemente de gênero, espécie e, ou, cultivar a que pertencem. Os resultados encontrados nas gramíneas forrageiras avaliadas, por intermédio das variáveis morfogênicas mensuradas, possibilitaram a formação de grupos funcionais condizentes com o comportamento apresentado pelas plantas. Assim, o estudo das características morfogênicas em plantas forrageiras tem potencial de subsidiar informações
objetivas para o planejamento de experimentos de pastejo, com vistas à determinação de estratégias de manejo do pastejo de materiais forrageiros a serem lançados e daqueles já utilizados no sistema produtivo.
 
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