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   Manejo de pastagens

      Morfogênese e acúmulo de forragem em capim-mombaça submetido a intensidades de pastejo
       
  1/4/2008  

MONTAGNER, Denise Baptaglin, D. Sc., Universidade Federal de Viçosa,
agosto de 2007.
Orientador:Domicio do Nascimento Júnior. Co-orientadores: Valéria Pacheco Batista Euclides e Sila Carneiro da Silva.

O objetivo deste experimento foi avaliar as características
morfogênicas e a dinâmica do acúmulo de forragem em pastos de capim-mombaça (Panicum maximum, cv. Mombaça) manejado sob intensidades de pastejo (altura pós-pastejo) rotativo, durante o período de um ano. O experimento foi desenvolvido na Embrapa Gado de Corte, de setembro de 2005 a abril de 2007. O capim-mombaça foi implantado em uma área de 2,25 ha, divididos em nove piquetes de 0,25 ha cada. O delineamento experimental utilizado foi de blocos completos casualizados com três repetições. Foram avaliadas três alturas de pós-pastejo: resíduo de 30 cm durante todo o período experimental (30); resíduo de 50 cm durante todo o período experimental (50); e resíduo de 50 cm durante o período de primavera e verão, rebaixado para 40 cm no primeiro pastejo do outono e para 30 cm no pastejo seguinte, retornando a 50 cm após o primeiro pastejo da primavera seguinte (50-30). A interceptação de luz incidente (IL) e a altura do dossel foram monitoradas semanalmente, incluindo o pré e o pós-pastejo. Foram avaliadas as características morfogênicas e estruturais do pasto, a dinâmica do perfilhamento, as massas de forragem e dos
componentes morfológicos pré e pós-pastejo, o acúmulo de biomassa, o perímetro médio das touceiras e as características morfogênicas e estruturais de acordo com a idade dos perfilhos. Em função do número e intervalo de pastejo variável entre piquetes e resíduos, os dados foram
transformados em médias ponderadas para cinco estações do ano, com base nas datas e duração de cada ciclo de pastejo por piquete, e analisados segundo o modelo de parcelas subdivididas no tempo, em que os resíduos constituíram as parcelas e as estações do ano, as subparcelas. Foi utilizado o procedimento GLM do pacote estatístico SAS, adotando-se um nível de significância de 5%. O tempo necessário para que o dossel interceptasse 95% da IL incidente determinou, pela disponibilidade de condições de crescimento, intervalos de pastejo variável. A massa de forragem, a IL e o IAF no pós-pastejo foram menores (P<0,05) em pastos rebaixados a 30 cm. Já pastos manejados com resíduo variável apresentaram maiores (P<0,05) proporções de material morto, em relação às demais alturas pós-pastejo avaliadas e maior proporção de colmos (P<0,05) no verão de 2006/07,
quando o resíduo retornou a 50 cm de altura. A altura pré-pastejo condizente com a interceptação de 95% de IL foi de 90 cm, sendo estável durante as estações do ano (P>0,05). Pastos manejados a 50 e 50-30 cm de altura pós-pastejo apresentaram maiores massas de forragem pré-pastejo que aqueles mantidos a 30 cm de resíduo (P<0,05), embora estes tenham apresentado 60% de lâminas foliares na massa de forragem, nessa ocasião. Modificações na estrutura do dossel devidas ao elevado intervalo de pastejo entre outono e primavera de 2006 aumentaram a massa de colmos e material morto (P<0,05), corroborado pelo elevado Filocrono e DVF (P<0,05), no pré-pastejo de primavera. Já as maiores TApF e TAlF (P<0,05) observadas no verão de 2006/07 justificam as elevadas taxas de acúmulo de forragem, principalmente de lâminas foliares nessa época do ano, quando as condições de crescimento são favoráveis. O rebaixamento do resíduo de 50 para 30 cm durante o outono modificou a estrutura dos pastos, de forma que foram observados aumentos na TAlF, na taxa de aparecimento de perfilhos basilares e na proporção de colmos, bem como diminuição na proporção de material morto no pré-pastejo (P<0,05), no verão de 2006/07, quando o resíduo retornou para 50 cm de altura (primeiro pastejo de primavera). Pastos manejados com altura pós-pastejo variável, ou seja, rebaixados de 50 para 30 cm no outono, retornando para 50 cm no primeiro pastejo de primavera, apresentam alterações estruturais capazes de melhorar o vigor da rebrotação, o que pode ser importante para maximizar a utilização da espécie forrageira no sistema de produção, garantindo sua persistência e perenização.
 
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