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   Avaliação de Forrageiras

      Caracterização morfogênica de oito cultivares do gênero Brachiaria e dois do gênero Panicum.
       
  18/4/2007  


SILVEIRA, Márcia Cristina Teixeira da, M. Sc.,
Universidade Federal de
Viçosa, setembro de 2006.
Caracterização morfogênica de oito cultivares do gênero Brachiaria e dois do gênero Panicum.
Orientador: Domicio do Nascimento Júnior. Co-Orientadores: Valéria Pacheco Batista Euclides e Sila Carneiro da Silva.
O experimento deste estudo foi conduzido em área do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, MG, e teve início no dia 30/12/2004, estendendo-se até 30/06/2005. O objetivo foi utilizar a morfogênese comparativa de diferentes cultivares de plantas forrageiras, de forma a identificar características que pudessem melhorar o atual protocolo de avaliação e seleção de plantas forrageiras. Os tratamentos corresponderam a 10 cultivares, sendo oito pertencentes ao gênero Brachiaria e dois ao Panicum, todos avaliados em condições de crescimento livre. O delineamento utilizado foi o de blocos completos ao acaso com três repetições. Avaliaram-se: altura, características morfogênicas e estruturais de perfilhos, variação do número de folhas nos perfilhos (número de folhas surgidas, vivas e mortas), as taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos e o padrão demográfico de perfilhamento. Os cultivares pertencentes ao gênero Panicum foram os que apresentaram maior altura, sendo que a B. brizantha cv. Xaraés se mostrou semelhante a esse gênero. No outro extremo, plantas forrageiras de menor porte foram identificadas, dentre elas B. humidicola cultivar Tupi. Os outros cultivares do gênero Brachiaria se posicionaram de maneira intermediária. Houve diferença entre os cultivares com relação ao
número de dias para o florescimento e separação deles em dois grupos: (1) Florescimento tardio: Mombaça, Tanzânia, Capiporã e Xaraés; (2) Florescimento precoce: Marandu, Piatã, Arapoty, Basilisk, Tupi e Humidicola Comum. O cultivar Tupi apresentou maior taxa de aparecimento de folhas (TApF), bem como uma das menores TAlF e menor Filocrono (Filoc). Maiores valores de filocrono foram registrados nos cultivares Capiporã, Xaraés e Piatã. Valores mais altos de TAlF foram encontrados entre os cultivares de P. maximum e mais baixos nos cultivares Humidicola Comum, Basilisk e Tupi. A B. humidicola cv. Tupi apresentou elevada taxa de alongamento de colmo (TAlC), e B. brizantha cv. Capiporã teve os menores valores dessa variável. A duração de vida das folhas (DVF) foi menor no cultivar Tupi, seguido pelos cultivares Humidicola Comum e Arapoty, relativamente aos cultivares Piatã, Xaraés, Capiporã, Mombaça e Tanzânia,
demonstrando maior renovação de tecidos nos três primeiros cultivares.
Com relação à taxa de senescência de folhas (TSeF), não se encontrou diferença entre os cultivares, sendo o número de folhas vivas (NFV) variável entre estes. Tupi foi o cultivar que apresentou o maior NFV por perfilho. De maneira geral, na variação do número de folhas nos perfilhos foi observado que as B. brizantha apresentaram comportamento parecido com os cultivares de P. maximum e B. decumbens mais próximo das B. humidicola.
As taxas de aparecimento, mortalidade e sobrevivência de perfilhos variaram entre os cultivares estudados, de forma que genótipos com alta TApF demonstraram maior potencial em emitir perfilhos. No que se refere à taxa de mortalidade de perfilhos, os cultivares de B. humidicola e B. decumbens cv. Basilisk apresentaram os maiores valores. Maiores taxas de sobrevivência de perfilhos foram registradas para os cultivares Xaraés, Capiporã e Mombaça, não diferindo dos cultivares Marandu, Arapoty e Tanzânia. Com relação à demografia de perfilhos, observou-se que ela variou substancialmente entre as gramíneas. Verificou-se também que o aparecimento de perfilhos foi inicialmente elevado, sendo que a segunda e, ou, terceira geração apresentaram importante contribuição no número total de perfilhos de todos os cultivares ao final do período de avaliação. Uma análise multivariada, denominada análise de componentes principais, feita originalmente com as 17 variáveis estudadas, demonstrou ser interessante para agrupar cultivares, segundo características funcionais. Porém, com o objetivo de reduzir o número de variáveis de forma a explicar a maior proporção possível da variação no banco de dados, uma nova análise foi realizada, eliminando-se as variáveis altamente correlacionadas. A nova análise resultou na identificação de três grupos funcionais, sendo um formado pelos cultivares Mombaça, Xaraés e Tanzânia, um segundo formado pelos cultivares Piatã, Capiporã, Marandu e Arapoty e um terceiro pelos cultivares Basilisk, Humidicola Comum e Tupi. Dentre as oito variáveis utilizadas, aquelas que se mostraram mais eficientes na discriminação de cultivares foram TApF, TAlF, CFiF e TMNTo. Nesse caso, cerca de 85% da variação total foi explicada pela variação nessas quatro variáveis, indicando
o potencial de aplicação da morfogênese em estudos desta natureza.
 
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