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   Degradação de Pastagens

      DEGRADAÇÃO DE PASTAGENS. DIMINUIÇÃO DA PRODUTIVIDADE COM O TEMPO.CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE.
       
  22/5/2001  

Aluna : Renata Helena Branco
Prof: Domício do Nascimento Júnior

A produção animal na América Central, sobretudo na região dos Cerrados do Brasil, é realizada principalmente sob pastejo direto em pastagens tropicais cultivadas e
introduzidas da África. No Brasil o total de pastagens (cultivadas e nativas) ocupava em 1985 proximadamente, 180 milhões de hectares. Desse total a região dos cerrados ocupava cerca de 30 milhões de pastagens cultivadas (IBGE, 1985, citados por BARCELLOS E VILELA, 1993). Atualmente, estima-se que a região dos Cerrados abriga 45 a 50 milhões
de hectares com pastagens cultivadas, das quais aproximadamente 50% encontram-se com
algum grau de degradação.
As pastagens utilizadas podem ser nativas ou cultivadas. No caso da América tropical, as forrageiras cultivadas mais importantes atualmente em uso foram introduzidas da África e pertencem, em sua maioria, aos gêneros Brachiaria, Panicum e Andropogon.
Nos trópicos as pastagens estão concentradas no ecossistema Savanas, que representa cerca de 43% das terras agricultáveis. A área total de savanas nas Américas é estimada em 250 milhões de hectares. No Brasil a região de savanas é conhecida como
Cerrados. Esta região é responsável por cerca de 40-50% da produção de carne no País. Em outros países da América do Sul, como a Colômbia e a Venezuela, a região de savanas também responde pôr importante parte da produção de gado de corte(MACEDO, 1997).
Os solos ocupados pôr pastagens em geral são marginais quando comparados àqueles usados pela agricultura de grãos. Estes solos apresentam problemas de fertilidade natural, acidez, topografia, pedregosidade ou limitações de drenagem. Os solos de melhor
aptidão agrícola são ocupados pelas lavouras anuais de grãos ou as de grande valor industrial, para a produção de óleo, fibras, resinas, açúcar, etc. (MACEDO, 1999). Sendo pois, de esperar que as áreas destinadas à exploração dos bovinos de corte apresentem
problemas de produtividade e de sustentabilidade de produção. No Brasil, com a introdução de pastagens cultivadas, principalmente com a Brachiaria decumbens, adaptada às regiões de Cerrados, de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, houve um aumento na lotação inicial, passando a ser de 0,9 a 1,0 animal/ha e o ganho de peso animal também aumentou em média, de 2-3 vezes ao da 3 pastagem nativa. Resultando em um grande impulso na exploração da pecuária de corte no
Brasil e ampliou consideravelmente a fronteira agrícola.
Segundo ZIMMER et al., (1994), estima-se que a área plantada com pastagens cultivadas nos cerrados está ao redor de 50 milhões de hectares. Deste total, provavelmente mais de 50% estão sendo cultivados com a Brachiaria decumbens. Outras espécies de
grande importância são: Brachiaria brizantha, Andropogon gayanus e Panicum maximum.
A região sudeste do estado de Minas Gerais caracterizada pela presença de relevo acidentado e solos ácidos com baixa fertilidade natural, com predominância de Latossolo Vermelho-Amarelo e Podzólico Vermelho-Amarelo, o desmatamento feito no decorrer do
tempo resultou na substituição da maior parte da vegetação nativa pôr espécies cultivadas,
sendo que nas áreas montanhosas predominou as pastagens naturalizadas de capim gordura
(Melinis minutiflora), contudo essa espécie vem sendo gradativamente substituída pôr forrageiras mais agressivas, como as do gênero Brachiaria (BOTREL et al., 1988). Fatores como manejo inadequado e deficiências nutricionais do solo têm concorrido
para r eduzir a produtividade do capim gordura nos locais onde a substituição ainda não foi processada, bem como nas pastagens do capim brachiaria, resultando no aparecimento de áreas descobertas que são povoadas pôr invasoras de folhas largas ou pôr gramíneas de
baixo valor nutritivo, levando à degradação das pastagem. Em situações mais graves, a
redução da cobertura vegetal se acentua e as perdas do solo pôr erosão são facilitadas.
O entendimento do processo de degradação para a antecipação de suas etapas, e a utilização de indicadores são elementos importantes para evitar situações de quebra da sustentabilidade da produção. Alternativas de recuperação e renovação da pastagens
degradadas de forma direta, com métodos mecânicos e químicos ou de forma indireta, com a utilização de culturas de grãos e pastos anuais, já estão disponíveis, mas devem ser adequadas a cada sistema de produção para maximizar as inter-relações biológicas,
econômicas e sociais (MACEDO, 1999).
Tendo em vista que as plantas forrageiras são submetidas, constantemente, ao estresse da colheita, seja pelo pastejo ou pelo corte, discutir-se-ão a habilidade dessas plantas para se recuperarem, levando em conta as características do ambiente (solo, clima)
e de manejo em que elas se desenvolvem, e algumas hipóteses que possam explicar o processo de degradação que vem sendo observado (NASCIMENTO JÚNIOR et al.,1994). A reabilitação das áreas degradadas pode apresentar uma contribuição significativa
para o desenvolvimento sócio-econômico da região em questão, ao mesmo tempo em que poderá ter reflexos positivos sobre a preservação ambiental.
O objetivo deste trabalho é descrever e comentar os principais processos e causas envolvidas na degradação de pastagens, apresentar estratégias que podem ser empregadas a fim de manter a produtividade e sustentabilidade dessas áreas.
 
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