Domicio do Nascimento Junior
 

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   Nutrição a pasto

      Desempenho de novilhos, comportamento ingestivo e consumo voluntário em pastagem de Panicum maximum cv. Tanzânia
       
  16/10/2006  

DIFANTE, Gelson dos Santos, Universidade Federal de Viçosa, agosto de 2005.

Orientador: Domicio do Nascimento Júnior. Conselheiros: Valéria Pacheco Batista Euclides e Sila Carneiro da Silva.

Em sistemas de produção animal em pasto, o controle do padrão de variação e estrutura do dossel, por influenciar o desempenho de plantas e animais, condiciona e determina os padrões de eficiência parcial do sistema: crescimento, utilização e conversão. Entretanto, a obtenção de níveis máximos de eficiência desses componentes não pode ser alcançada de forma simultânea, indicando que os objetivos e metas de manejo do pastejo devem ser idealizados para que a
eficiência do sistema de produção seja otimizada. Assim, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho e o comportamento ingestivo de novilhos em pastagem de Panicum maximum Jacq. cv. Tanzânia sob regime de desfolhação intermitente, submetido a duas intensidades de desfolhação, alturas de resíduo de 25 e 50 cm, associadas à condição de pré-pastejo de 95% de interceptação da luz
incidente pelo dossel forrageiro. O experimento foi conduzido na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, MS, durante o período de setembro de 2004 a maio de 2005. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos completos casualizados, com duas repetições. Durante cada período de rebrotação foram avaliadas a interceptação de luz pelo dossel, as alturas pré e pós-pastejo, a massa de forragem pré e pós-pastejo e seus componentes morfológicos, a taxa de
acúmulo, a densidade volumétrica da forragem, o valor nutritivo dos componentes morfológicos, a eficiência de pastejo, o ganho médio diário, a produtividade animal, a taxa de lotação, o tempo de pastejo, a taxa de bocadas e a eficiência de conversão da forragem disponível. A interceptação de luz média observada no pré-pastejo foi de 95 e 95,8% para os tratamentos com resíduos de 25 e 50 cm,
respectivamente. As alturas de pré e pós-pastejo se apresentaram de forma consistente durante o período experimental, com médias de 65 e 26,3 cm para o tratamento com 25 cm de resíduo, e 68,4 e 47,8 cm para o tratamento com 50 cm de resíduo. O tratamento com 50 cm de resíduo apresentou maior número de ciclos de pastejo em relação ao tratamento com 25 cm de resíduo, resultado dos menores intervalos entre pastejos. A massa de forragem no pré-pastejo foi semelhante nos tratamentos, apesar de a taxa de acúmulo observada no tratamento com 50 cm de resíduo ter sido maior (164,9 kg/ha/dia de MS) que no
tratamento com 25 cm de resíduo (42,1 kg/ha/dia de MS). A densidade
volumétrica de forragem foi maior no tratamento com 50 cm de resíduo devido ao maior percentual de colmo observado nesse tratamento. A massa de forragem no pós-pastejo foi maior no resíduo de 50 cm e apresentou maior percentual de lâminas foliares na sua composição morfológica quando comparada com a massa
de forragem do resíduo de 25 cm. O resíduo de 25 cm apresentou maior proporção de material morto (58,6%) quando comparado ao resíduo de 50 cm (38,3%) na massa de forragem pós-pastejo devido a maior intensidade de desfolhação imposta nesse tratamento. Os teores de proteína bruta (PB), digestibilidade “in vitro” da matéria orgânica (DIVMO), fibra em detergente neutro (FDN) e lignina em detergente ácido (LDA) foram semelhantes entre os tratamentos para as lâminas foliares, colmo e material morto. Entretanto, à medida que o estrato se aproximava do solo, menores eram os teores de PB e de DIVMO,
e maiores os teores de FDN e de LDA, demonstrando o maior valor nutritivo dos estratos superiores. O maior ganho médio diário foi observado no tratamento de 50 cm de resíduo (801,0 g/dia) quando comparado àquele do tratamento de 25 cm tação foi maior no resíduo com 25 cm.
O consumo diário e a digestibilidade da forragem consumida foi 6,6 e 7,1 kg/animal de MS (2,0 e 2,2% PV; P = 0,3007) e 68,5 e 67,3% (P = 0,6951) para os tratamentos de resíduo 25 e 50 cm (P = 0,3007), respectivamente. A produtividade total observada no experimento foi de 601 e 559 kg/ha de PV para os tratamentos com resíduo de 25 e 50 cm, respectivamente. O tempo de pastejo apresentou comportamento linear crescente em função dos dias de ocupação dos piquetes
com valores entre 475 e 630 minutos de pastejo por dia. A taxa de bocadas apresentou comportamento linear crescente para o tratamento com 25 cm de resíduo, com aumento de 0,641 bocadas/minuto por dia de ocupação. Porém, no tratamento com 50 cm, a regressão para taxa de bocadas não foi significativa, sendo verificado, em média, 39,08 bocadas/minuto. As alturas do dossel influenciaram as eficiências de pastejo e de conversão, de forma que no tratamento com resíduo de 50 cm a eficiência de pastejo foi menor (50,2%) quando comparada àquela do resíduo de 25 cm (90,4%), conseqüência da menor
intensidade de pastejo imposta nesse tratamento. Por outro lado, a eficiência de conversão foi maior no manejo com resíduo de 25 cm quando comparado ao manejo com resíduo de 50 cm (10,3 e 8,9 kg de MS/kg de PV produzido, respectivamente). O manejo do pastejo utilizando um resíduo de 25 cm de altura proporcionou maiores ganhos por unidade de área e maior uniformidade no ganho de peso dos animais ao longo do experimento, apesar de apresentar menor
número de ciclos de pastejo. O manejo do pastejo utilizando um resíduo de 50 cm de altura promoveu maior ganho de peso individual e maior número de ciclos de pastejo. Independente da altura do resíduo pós-pastejo ou das metas de ganho peso almejadas, a altura do pasto no pré-pastejo entre 65 e 70 cm mostra-se adequada para o manejo do capim-tanzânia, sob lotação intermitente.
 
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