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   Anatomia e Histologia

      CARACTERÍSTICAS HISTO-ANATÔMICAS DE GRAMÍNEAS FORRAGEIRAS RELACIONADAS AO SEU VALOR NUTRITIVO
       
  22/5/2001  

Aluno: Domingos Sávio Campos Paciullo
Professor: Domicio do Nascimento Jr.

A estimativa do valor nutritivo das forrageiras é de grande importância prática, seja para permitir adequada suplementação de dietas à base de volumosos ou para
fornecer subsídios para melhoramento qualitativo de forrageiras, por meio de seleção genética ou técnicas de manejo mais adequadas. Entre os atributos da
forragem determinantes do seu valor nutritivo se destacam a sua composição em termos de constituintes digestíveis ou fermentáveis e seu consumo pelos
ruminantes.
A organização estrutural, ou anatomia dos órgãos da planta, e seus tecidos constituintes, além de influenciar o consumo pelo efeito que produzem sobre a
facilidade de fragmentação das partículas da forrageira, a natureza das partículas produzidas e sua taxa de passagem pelo rúmen, influenciam também na
digestibilidade da parede celular, proporcionando maior ou menor acessibilidade de seus polissacarídeos aos microorganismos do rúmen (WILSON,1993).
A proporção de tecidos tem sido indicativo do valor qualitativo entre forrageiras. Correlações altamente significativas entre a proporção de tecidos
individuais, ou em combinação, e as entidades nutricionais têm sido observadas (WILKINS, 1972; WILSON et al., 1989a, QUEIROZ, 1997). A proporção de tecidos pode explicar diferenças na digestibilidade da matéria seca entre plantas por meio da quantificação do volume relativo dos tecidos com elevado conteúdo solúvel e/ou delgada parede primária (não lignificada), os quais apresentam alta digestibilidade, versus aqueles tecidos com baixo conteúdo solúvel e espessa parede celular (freqüentemente lignificada), normalmente associados à baixa digestibilidade (WILSON, 1997). Por outro lado, a proporção de tecidos não permite inferências quanto à arquit etura desses nas lâminas, além de possíveis diferenças na composição química e na espessura das paredes das células de um mesmo
tecido entre as espécies. Assim, estudos do arranjo dos tecidos nas diferentes frações da planta e dos componentes químicos e físicos da parede celular, podem
auxiliar no entendimento dos efeitos da anatomia sobre o valor nutricional das forrageiras.
Tendo em vista os diversos fatores que influenciam a anatomia das plantas forrageiras, foram abor dados nesta revisão aspectos relacionados à composição, à
digestão, à proporção e ao arranjo dos diferentes tecidos vegetais, e suas relações com o valor nutritivo das gramíneas forrageiras.
 
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